Planejamento e desenvolvimento territorial urbano e regional: configurações territoriais e dinâmicas socioambientais e espaciais
2018 – Atual. Ver descrição
A proposição aqui apresentada reforça a reflexão sobre as dinâmicas territoriais atuais e as contradições fomentadas pelo processo de globalização e das novas tecnologias de informação (TICs). A cidade contemporânea, cujas lógicas econômicas, sociais, culturais e políticas ainda não foram desveladas, em especial no Brasil, articula distintas e mutantes configurações urbanas e regionais que se alteram e se sobrepõem de forma interescalar nos territórios (ARROYO, 2009; ASSEN DE OLIVEIRA, 2011; PESQUE DO AMARAL E SILVA, 2011; SEGRE, 2004). Ela acumula avanços em temos de oferta de novos serviços, de tecnologia para solução de problemas coletivos (ASMOLOV, 2017; BENKLER, 2006; COOPER, 2017; DE FERAUDY; SAUJOT, 2016; FERSTER, 2017) de espaços para lazer ou opções de formas mais sustentáveis de relação com o ambiente. Entretanto, estes avanços não se estendem a toda a população (ERMOSHINA, 2017; STAMM; EKLUND, 2017) e observa-se um agravamento das situações de segregação, de mobilidade e de acessibilidade aos bens e serviços urbanos e regionais (KOWARICK, 2009; MAGALHÃES; VILLAROSA, 2012; MARICATO, 2008). Conceitos como o das “cidades inteligentes”, “territórios inteligentes”, “cidades criativas”, cidades sustentáveis”, entre outros, trazem novas formas de tratar e ordenar as cidades (FERRO, 2017; GEHL, 2005; GIFFINGER; GUDRUN, 2010; GLEIBS, 2017; KANTER; LITOW, 2009; LEITE, 2012; NAM; PARDO, 2011; TOPPETA, 2010; WASHBURN, 2010) muitas vezes desconsiderando, ou mesmo promovendo, o acirramento da exclusão sócio-territorial, socioambiental e mesmo econômica de grande parte da população (SANTOS FILHO, 2004; SUGAI, 2002, 2012; VILLAÇA, 2001). Desta forma, o projeto buscar investigar mais profundamente as relações entre os novos conceitos e formas de pensar as cidades e as regiões e seu rebatimento no território e como as configurações resultantes contribuem (ou não) para um efetivo desenvolvimento. Também interessa a compreensão destas dinâmicas nas estruturas urbanas com aspectos importantes da construção dos espaços da cidade e de sua apropriação pelos cidadãos. Para efetivar esta investigação nove subprojetos estão vinculados a este Projeto Individual de Pesquisa: “Novos Conceitos X Antigos Problemas: As Tecnologias Digitais e a Informalidade Urbana”; “Novas Centralidades Urbanas: Os Clusters Urbanos e os Distritos Industriais na formação das cidades inteligentes”; “O Uso de Crowdsourcing na Pesquisa e Planejamento Urbano: possibilidades, riscos e limitações”; “Avaliação de Alternativas de Projeto Urbano Sustentável: uma Nova Abordagem da Técnica da Preferência Declarada”; “Ativos territoriais como suporte ao desenvolvimento de territórios inteligentes: o caso das Denominações de Origem (DO) e Indicações Geográficas (IG) no Brasil”; “Habitação social e morfologia nas cidades brasileiras”; “A produção do espaço urbano de Florianópolis/SC a partir da análise da implantação dos Equipamentos Institucionais Públicos”; “Transformação na paisagem, memórias e apropriação do espaço: a Beira Mar Continental no município de Florianópolis”; Ingleses do Rio Vermelho: forma urbana, espaços públicos e natureza”. Destes subprojetos três já se encontram em estágio de desenvolvimento e foram propulsores dos demais subprojetos em vista dos resultados já alcançados. Várias abordagens metodológicas possibilitarão o desenvolvimento das pesquisas, entretanto, como linha comum a abordagem fenomenológica qualitativa e o objetivo exploratório/descritivo serão prevalecentes. Também serão utilizados estudos de caso, simples ou múltiplo e, em alguns estudos, a pesquisa tipo-morfológica. Espera-se, a partir deste leque de olhares de aspectos importantes para o entendimento destas novas formas de pensar e atuar nos territórios, oferecer subsídios para o avanço do conhecimento sobre a temática.
Palavras Chave: Planejamento urbano e regional; Desenvolvimento territorial; Configurações territoriais; Dinâmicas territoriais.
Integrantes:
- Adriana Marques Rossetto: Coordenadora.
Mais detalhes sobre esse projeto, incluindo referências bibliográficas e subprojetos de pesquisa: aqui.
Forma Urbana e Processos Socioespaciais
2013 – Atual. Ver descrição
Este projeto chapéu abarca duas linhas de investigação relacionadas aos estudos arquitetônicos e urbanísticos: A primeira visa entender o funcionamento da cidade, especialmente no que diz respeito aos aspectos relacionados à sua morfologia e configuração, bem como sua interação com aspectos sociais e econômicos, entendendo a cidade como sistema dinâmico cujos componentes: a) são de difícil delimitação; b) possuem naturezas diversas, desde aspectos sociais abstratos até aspectos materiais e concretos, objetivados na forma urbana; c) interagem constantemente, em ciclos de alimentação e retroalimentação com feixes causais múltiplos e complexos; A segunda investiga os processos pelos quais o espaço é modificado, tanto através de processos de planejamento e desenho urbano quanto em projetos arquitetônicos mais específicos. Nesse sentido, interessa-nos explorar esses processos através da ótica da decisão, entendida como um conceito com grande potencial para explicar processos de planejamento e design. Este projeto visa atuar como agregador de várias linhas de investigação conduzidas pelo pesquisador coordenador e seus orientandos em nível de graduação e pós-graduação no Grupo de Pesquisa Urbanidades: Forma Urbana e Processos Socioespaciais.
Palavras-chave: morfologia urbana; dinâmica urbana; forma arquitetônica; configuração; segregação; diversidade; usos do solo.
Integrantes:
- Renato Tibiriçá de Saboya – Coordenador.
Parcerias: